segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Da cegueira política lamecense, para a visão de uma alternativa credível!


 
I
 
 
No que respeita às autárquicas de 2013, para o nosso concelho de Lamego, a boa notícia é que existiram 2.625 lamecenses que deixaram de ser cegos e perceberam, finalmente, que a coligação PSD/CDS, liderada por Francisco Lopes, tem prejudicado fortemente os interesses mais genuínos e importantes do coletivo que somos todos nós, lamecenses.
Refiro-me, claro, à gestão ruinosa que foi desenvolvida nestes últimos anos, que já fez ultrapassar os limites legais do endividamento bancário municipal; à gestão que muitos de nós acha danosa, protagonizada por uma empresa municipal que apenas somou gastos absurdos para receitas irrisórias; e tudo isto para justificar e suportar obras megalómanas (o termo é mesmo megalómanas, e não ambiciosas, como estultamente referem os seus promotores) que não traduzem nenhum benefício efetivo para a comunidade que deveriam servir!
A outra boa notícia é que, desses 2.625 lamecenses já curados da cegueira ideológica que transportavam de há 4 anos a esta parte, pelo menos 2.016 não só perderam a confiança no gestor milagreiro que veio de fora para desgraçar as nossas contas públicas (com reflexo direto nos nossos bolsos, e de forma muito mais grave do que possamos pensar), como entenderam, e muito bem, que era hora de iniciar um processo de mudança, na tentativa de afastar quem tanto mal nos tem feito, ainda que tal desiderato alternativo não tenha sido ainda alcançado.
Tive o cuidado de ir lendo o que a coligação PSD/CDS, e os seus apoiantes mais diretos, iam dizendo nas redes sociais… Um verdadeiro absurdo de deslumbramento pré-histórico!
A petulância e a arrogância desmedidas, na convicção segura de que iam ser "outros 6-1”, talvez mesmo “7-0”, à medida de uma campanha eleitoral também ela megalómana, onde parecia não haver limites de recursos humanos e materiais, tal a panóplia de viaturas em campanha, de tarjas e outdoors, brindes e quejandos, a sucederem-se como se não houvesse crise nem austeridade em Portugal, chegando mesmo ao desplante insultuoso (sobretudo para os jovens, uma vez que os considera, objetivamente, desprovidos de inteligência) de dois vídeos com sugestões sexuais a propósito de um ato de cidadania que é o voto dos jovens que o fazem pela primeira vez; tudo isto apontando para a epifania feliz de um “esmagamento” dos adversários políticos, como se todos o lamecenses fossem marionetas nas mãos de quem se acha detentor de toda a verdade e de toda a razão quando, precisamente, não detém rigorosamente nem uma coisa nem outra…
II
A má notícia é que ainda persistem fortes sinais desta “doença” de falta de visão por causa de um clubismo partidário serôdio e bolorento, que não deveria fazer sentido no Portugal Democrático de hoje, traduzida na cegueira de ainda haver 8.548 lamecenses que seguramente tardam a perceber que o seu voto foi, precisamente, depositado por eles… contra eles próprios…!
Sim, quem votou na coligação PSD/CDS, em Lamego (é importante sublinhar isto, aqui e agora), votou contra si próprio, porque votou na continuação de uma política gestionária suicidária; votou em quem mais adensou e aumentou as despesas das pessoas, empresas e famílias lamecenses; votou em quem endividou, de uma forma já irreparável, o concelho de Lamego, colocando-o a níveis bem piores que a infeliz dívida pública da Grécia; votou em quem pretendeu e pretende afirmar a legítima ambição de crescimento e desenvolvimento de Lamego através de gastos sumptuosos em obras desnecessárias, que nada trazem de benefício efetivo para a nossa terra, e que nem sequer se preocupou em fundamentar e justificar devidamente, nos termos da lei, a sustentabilidade futura dos equipamentos públicos resultantes de tais obras.
III
Mas a melhor notícia de todas é, sem dúvida, a notícia da esperança! Esperança de que as coisas mudem no quadro já atual do novo figurino autárquico, onde talvez a coligação PSD/CDS demonstre agora mais respeito pela oposição do PS, e seja menos arrogante e mais correto no seu relacionamento político e institucional para com os autarcas que se não revêm nas suas posições e projetos políticos. Talvez deixem de intentar ações judiciais contra opositores que apenas dizem as verdades conhecidas por todos, ou até mesmo desistam de aprovar moções que insultam e rebaixam a própria democracia portuguesa, contra adversários políticos que apenas manifestam as suas opiniões publicamente, sobre atos e acontecimentos também eles públicos…
Porque do tão aclamado e desejado “6-1”, pode contar agora com um muito mais equilibrado e justo “4-3”; porque contra o despesismo excessivo de uma campanha ostensiva, embateu de frente contra uma parcimoniosa campanha, contida, humilde, persistente e empenhada, protagonizada por homens e mulheres livres e descomprometidos, que não precisam da política para viver, mas que sabem que o seu contributo à causa pública pode, e deve, ser um generoso contributo ao coletivo que todos devemos saber servir!
 
Parabéns, portanto, ao PS de Lamego e a toda a equipa de trabalho da campanha, com Manuel Ferreira e André Freire a liderarem uma candidatura que se pode traduzir, simbolicamente, numa luta desigual entre David e Golias… Com a diferença relevante de que o Golias também aqui perderia, se não tivesse a ampará-lo uma cada vez mais irreconhecível e ideologicamente desprestigiante muleta que dá pelo nome de CDS/PP!
É que se não tivessem concorrido em coligação, e fazendo uma projeção simplista de votos, o resultado seria 3-3-1, e as circunstâncias políticas atuais ditariam uma provável vitória do Partido Socialista.
Resumindo e concluindo, ele há vitórias que sabem a derrotas e derrotas com o gosto de saborosas vitórias… Por um futuro melhor para todos, e não um presente agradável apenas para alguns.
É o que eu penso, como lamecense e político empenhado no enobrecimento da gestão da coisa pública e no desenvolvimento real e sustentado do nosso concelho de Lamego!
Agostinho Ribeiro

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

A sua (dela) primeira vez...

 
 
Corre, na comunicação social e nas redes sociais, um sururu por causa de um vídeo da campanha de Francisco Lopes à Presidência da Câmara Municipal de Lamego.

Videhttp://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/nacional/politica/lamego-apelo-ao-voto-em-versao-sexy

e  http://www.youtube.com/watch?v=r4JyF70K7UA ).
 
Considera uma jovem, que supostamente atingiu a idade de votar, que a sua (dela) “primeira vez” iria ser “a/com (?) ” uma pessoa “que sabe o que faz, que lhe inspira confiança”, e que “é uma pessoa sexy”. Depois de alguns trejeitos e poses sensuais, a sugerir objetivamente que a sua (dela) primeira vez, seria um ato de natureza profundamente intimista, em que iria ter relações sexuais com alguém, tal "primeira vez" não passa, afinal, de um ato de cidadania exemplar, concluindo que o voto que iria depositar no próximo dia 29 de setembro, seria a favor do candidato Engenheiro Francisco Lopes.
 
O clímax sugestivamente sexual será, portanto, para esta jovem, um excelente e certamente empolgante depósito do seu voto na urna eleitoral, cujo gozo e prazer antecipa no ternurento vídeo que fez o favor de por à disposição de todos nós. Não sabemos, porque o vídeo o não refere, se o candidato Francisco Lopes, tocado por esta extraordinária revelação da sua apoiante, estará presente ao ato, para testemunhar presencialmente a consumação plena de tão democrático desejo.
 
Mas as questões relevantes que resultam da divulgação deste extraordinário vídeo não me parecem que sejam estas que acabei de referir.
 
É que eu não sei se a jovem sabe que a pessoa que ela pensa que “sabe o que faz” é, precisamente, o responsável por ter endividado a Câmara de Lamego, nos últimos oito anos, para valores que colocam o nosso concelho com um índice de endividamento, em percentagem do PIB municipal, muito pior que Portugal, conseguindo mesmo a façanha de o colocar em situação pior que a da própria Grécia; que já teve de recorrer à ajuda “externa” por duas vezes consecutivas para sustentar obras megalómanas, sem retorno nenhum para a qualidade de vida das pessoas, e sustentar uma empresa municipal absoluta e reconhecidamente ruinosa, tudo junto em valores que rondam os 50 milhões de euros, o que coloca Lamego à cabeça dos municípios portugueses com um endividamento per capita dos mais elevados de Portugal, e que envergonha qualquer terra que se preze de ser habitada por pessoas de bem…
 
Não sei se a jovem sabe que o homem que lhe inspira confiança, é o principal responsável pela gestão de um município que tem a terceira taxa mais elevada de desemprego em Portugal, na ordem dos 27 %; que tem o setor do comércio e do pequeno empresariado a definhar todos os dias, com estabelecimentos comerciais a fecharem portas continuadamente, e com pequenos empresários locais a abrirem falência, por ausência de qualquer política séria e sustentada de apoio ao empreendedorismo local…
 
Não sei se a jovem sabe que o homem que ela acha que sabe o que faz, e que lhe inspira assim tanta confiança, gere um Município onde as taxas e serviços municipais são das mais elevadas em Portugal; onde o IMI é cobrado aos munícipes pelas taxas mais elevadas que a lei concede; que gasta dinheiro a destruir o património urbano, historicamente sedimentado no imaginário lamecense, de uma cidade que já foi verde e que agora é, cada vez mais, da cor obscenamente cinzenta de um mar de granito sem beleza nem utilidade; que investe num Pavilhão Multiusos sem quaisquer estudos prévios de viabilidade e sustentabilidade económica, como obriga a lei; que persegue pessoas por pensarem de forma diferente da dele, à maneira e ao jeito dos que não sabem o que é a verdadeira democracia…
 
Todos aceitamos, claro, que a jovem vote em quem muito bem entender, pelas razões que muito bem entender também, até pelo facto do seu gosto pessoal sustentar que o referido candidato é sexy. E contra essa perceção tão intimista… nada se pode dizer ou contraditar. Esse é um dos atributos que, certamente, poderão ser decisivos para uma boa e sã gestão dos dinheiros públicos, segundo a perceção intelectual de alguns, esta jovem incluída. Está no seu pleno direito!
 
Só não percebo, na minha modesta opinião, como é possível que um Município que tem feito história no que de pior se pode fazer em termos de gestão autárquica, nunca tenha merecido a atenção da comunicação social nacional, e apenas porque uma jovem aparece num vídeo a afirmar que a sua “primeira vez” vai ser com o voto no candidato responsável por tantas enormidades e irresponsabilidades gestionárias, já merece cobertura jornalística nacional…
 
Continuando o essencial a ser, pura e simplesmente, omitido perante a opinião pública portuguesa. Como convém, aliás…
Agostinho Ribeiro

Nota - Agora apareceu a parte 2, tipo opção em masculino juvenil, em frustrada tentativa de disfarçar a boçalidade da versão inicial, substituindo aqui o termo "pessoa sexy" pelo termo "pessoa culta", certamente para tentar evitar uma conotação excessiva com a homossexualidade (a originalidade criativa tem limites, e isto da homossexualidade ainda é um bocado pesado para as mentes dos parolos lamecenses, né?) com risinhos esforçados (e forçados) agora do jovem, e entre gestos também eles supostamente muito avant-garde para dar aquela ideia de que a coisa, afinal, não passa de uma brincadeirinha muito original, a tombar para o inocente... nos dois lados do género humano. Certamente no pressuposto de que as lamecenses e os lamecenses são todos uma cambada de imbecis que não percebem o alcance de tanta criatividade luminosa.

Está exatamente de acordo e em linha com o perfil do candidato - quando comete (ou permite que se cometa) um erro indesculpável, é incapaz de ser suficientemente humilde para o reconhecer e, em vez de o ultrapassar pedindo simplesmente desculpas públicas, e pondo um ponto final no problema, insiste na asneira de o repetir até à sua expressão mais ridícula, parva e insultuosa que só a imaginação descontrolada de alguém pode e sabe produzir.

Agostinho Ribeiro

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

"Abjetivo" ou adjetivo?

 
O senhor Presidente da Câmara Municipal de Lamego acaba de fazer chegar ao conhecimento de toda a Vereação, que deu entrada nos serviços da Câmara Municipal de Lamego três notas de honorários de uma sociedade de advogados, referentes a processos-crime de difamação pública, que ocorreram há 9 e há 11 anos atrás… (isso mesmo, há 9 e 11 anos atrás) ao tempo e contra o anterior Presidente da Câmara de Lamego, Prof. José António Santos.
Pretende agora que a Câmara Municipal de Lamego ressarça essa sociedade de advogados com a irrisória quantia de 46.521,10 €, acrescidos do IVA à taxa legal em vigor.
Tamanho zelo não deixaria de ser intrigante, se… a sociedade de advogados, que dá pelo nome de “Elmiro de Sousa, Rosa Vasconcelos & Associados, Sociedade de Advogados, RL”, não fosse exatamente a mesma que agora presta serviço ao senhor Engenheiro Francisco Lopes e ao senhor José da Silva, na qualidade de Presidente da Câmara Municipal de Lamego e seu chefe de gabinete, respetivamente, num processo-crime por suposta difamação do Vereador Agostinho Ribeiro, a estes mesmos senhores!
Moral da estória… Ele há sempre coincidências extraordinariamente convenientes!
Não sei abjectivar, perdão, adjetivar isto… Já se me esgotaram os termos!
Agostinho Ribeiro

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Pensar demais, sem cuidar da verdade, pode não ser o melhor...

 
 
Ao pesquisar alguns elementos que me pudessem dizer respeito, na net, dei comigo a revisitar um blogue intitulado "Clube dos Pensadores", onde fui chamado à colação, a propósito dos processos de nomeação das chefias da Administração Pública.
Reli com pesar aquele infeliz comentário sobre a minha pessoa, produzido por um tal senhor Joaquim Jorge (que não conheço, nem ele me conhece), e verifico agora que nenhuma correção ou alteração foi feita ao que escreveu, pese embora eu ter explicado, no comentário que então fiz, que o lugar em causa não era, nem é, de nomeação – era, e é, um lugar de direção estritamente técnico e preenchido, em situações normais, mediante concurso público.
 
Assim, permito-me hoje tomar a liberdade de escrever o seguinte, porque na altura, e no calor da indignação, não o fiz completamente:
 
1º - Eu já era diretor do Museu de Lamego, de forma contínua e ininterrupta, nos 13 anos antes de José Sócrates chegar a Primeiro-Ministro de Portugal, pelo que considero insultuoso e vil ser integrado num hipotético “grupo de socialistas que conseguiram renovar a sua comissão de serviço”, antes dele ter saído do poder. Até porque, precisamente, quem na altura não me pretendeu renovar a comissão de serviço foi alguém que tinha sido nomeado no tempo da governação de José Sócrates;
 
2º - Eu não conheço o senhor Joaquim Jorge de lado nenhum, como, pelos vistos, ele não me conhece a mim. Daí, talvez, a facilidade que teve de se arrogar ao direito, soez, de poder tecer comentários menos probos em relação à minha pessoa, dando a entender que eu seria alguém, ilegítima ou imoralmente, apegado ao poder. Mas não pode nem deve fazê-lo, pela simples razão dessa consideração ignorante ser absolutamente falsa e toda a minha vida profissional e pública ser disso um inquestionável exemplo. Sugiro-lhe apenas que siga o meu modesto exemplo – não produzo juízos de valor, e muito menos depreciativos, sobre pessoas, ou atos por elas produzidos, que não conheço;
 
3º - Daqui resulta o direito que agora me assiste de sugerir ainda ao senhor Joaquim Jorge que, antes de tecer quaisquer comentários sobre pessoas que não conhece, faça o favor de se inteirar primeiro sobre a vida delas e sobre as circunstâncias reais e legais que pretende abordar. Já no que a mim me diz respeito, posso afirmar, sem quaisquer sombra de dúvidas, que sou, pelo menos, tão honesto, sério e defensor da ética e da moral públicas, e também da “higiene e postura na função pública”, como ele parece ali querer evidenciar que é, e que dou de barato que seja. Porque eu admito que haja pessoas que sejam tão sérias e honestas como eu sou, no exercício e por causa das funções públicas que desempenham ou desempenharam. Mas mais do que eu, não são de certeza absoluta!
 
4º - Já agora, e para ilustrar devidamente o que digo, informo que eu exercia o cargo de Administrador da Fundação Museu do Douro, por nomeação e em representação do Ministério da Cultura do Governo de Portugal, e sempre que os titulares políticos mudavam, eu colocava, também sempre, o meu lugar à disposição dos que se lhes seguiram. Mesmo quando se mantinha o Governo e mudava apenas o titular da pasta da cultura. E precisamente por causa das minhas discordâncias de fundo sobre o rumo que a política museológica nacional estava a tomar, demiti-me desse cargo, por entender que a minha manutenção no mesmo era incompatível com a tal seriedade e honestidade que, pelos vistos, ambos defendemos e eu pratico rigorosamente.
 
 Portanto, sei bem diferenciar o que é estar num lugar por direito e mérito estritamente profissionais e estar noutro por nomeação, em razão da confiança pessoal e política que lhe está associada!
 
 
Finalmente, o senhor Joaquim Jorge tem todo o direito de pensar e defender que as chefias intermédias (diretores de serviço e chefes de divisão) devam também elas ser preenchidas por nomeação política. Não tem é o direito de obrigar os outros a agirem em conformidade com o seu pensamento, enquanto as leis da República assim o não estabelecerem devidamente. Deturpar a verdade das coisas, como fez ao transmitir deliberadamente a “ideia” de que o lugar em causa era de nomeação política, quando a lei assim o não concebe (e quando, precisamente pelo contrário, estabelece que é por concurso público), é que não pode ser aceite por quem sai prejudicado, na sua imagem profissional e na sua honorabilidade pessoal, como é o meu caso.
 
Este meu novo esclarecimento surge pela releitura que fiz, agora ainda mais incomodado e indignado, a propósito do descaramento que teve ao tecer comentários completamente desapropriados sobre a minha pessoa, verificando que se não deu sequer ao trabalho de responder às considerações que então, e oportunamente, ali deixei lavradas.
 
Depois disto que aconteceu, há um ano e quatro meses, já eu fui readmitido como diretor do Museu de Lamego, para quase logo de seguida ser substituído de novo, num processo iníquo, vergonhoso e eticamente reprovável, fazendo já quase um ano que o Museu de Lamego é dirigido por um individuo nomeado, não tendo ainda sido aberto qualquer concurso público para preenchimento do lugar, como estabelece a lei que a todos nos rege. Ou, em alternativa e seguindo o pensamento legítimo do senhor Joaquim Jorge, alterando a lei e colocando a este nível apenas comissários políticos do Governo que estiver em funções, como não se faz em qualquer País civilizado e democrático.
Obrigado.
 
Agostinho Ribeiro

Ainda a tempo:

Joaquim Jorge entendeu dar-me uma resposta no seu blogue, nos termos que segue:

Nada temos contra o Sr. Agostinho Ribeiro, além de lermos no jornal Público , o qual , se bem me lembro nunca foi desmentido.

Porém a questão aqui abordada é o funcionamento na função pública e lugares de nomeação , nunca contra A , B ou C.

Cumprimentos,

JJ

O que, evidentemente, não poderia deixar de merecer um novo comentário da minha parte, pela evidência de uma resposta completamente desfasada do texto inicial. Obrigou-me, portanto, à seguinte resposta:

Lamento muito ter de o contraditar de novo, mas não posso deixar de o fazer, em função do que agora afirma e da forma como o faz.
Começo por referir que registo o uso do recurso estilístico do plural majestático sem, contudo, alcançar o seu sentido ou pertinência no caso vertente.
É que eu uso também, ainda que raramente, tal recurso, mas quando o faço, faço-o na qualidade de Vereador, pretendendo com tal recurso representar as perto de quatro mil pessoas que em mim votaram, e não mais que isso. Não sei quantas pessoas pretende aqui representar ao usar tal recurso estilístico, mas sempre lhe digo que gostaria de o saber...
Depois, não percebo a necessidade da existência de um qualquer desmentido no jornal onde leu a notícia, como elemento de validação de um outro entendimento que não o que aqui apresenta a todos os seus leitores. Não faz qualquer sentido esgrimir um desmentido sobre um ato que efetivamente ocorreu, sendo precisamente o ato, e não o seu contrário ou inexistência, que motivaram as suas considerações por mim entendidas como abusivas, no que se refere à minha pessoa.
Finalmente, se a questão abordada "é o funcionamento na função pública e lugares de nomeação", porque carga de água foi buscar um exemplo que não é de nomeação, mas sim de concurso público, que nada tem a ver com tachos ou compadrios e tem tudo a ver com méritos profissionais? Poderia ter ido buscar um exemplo consentâneo com essa realidade que pretendeu criticar e não o que decidiu usar, já que tal exemplo era exatamente contrário ao que pretendia demonstrar. Isto porque, se agora refere que não era contra A, B ou C, fica por explicar porque razão é que foi usar, precisamente, uma pessoa em concreto, chamada Agostinho Ribeiro? Poderia ter-se ficado pela tal abstração de um qualquer A, B ou C, mas a verdade é que o que se encontra no seu texto é um nome preciso, de uma pessoa concreta, referindo-se diretamente a uma situação real, que aconteceu efetivamente.
Já basta o que escreveu, falsamente, e as conclusões que tirou, abusivamente, sobre o meu caso pessoal, para que lhe possa agora conceder o beneplácito de ainda por cima tentar fazer de mim alguma espécie de néscio, que não sou.
Uma singela manifestação de alguma contrição, tanto bastaria para que eu me sentisse reparado nos danos que me causaram as suas ínvias considerações, mas constato que tal qualidade não faz parte da sua maneira de ser. Outras farão, certamente.
Cumprimentos,
Agostinho Ribeiro


Ao que Joaquim Jorge, retorquiu:


Clube dos Pensadores20/06/13, 10:04

Meu caro , a forma como se refere a mim e ao Clube é lamentável. Limitei-me a ler essa noticia no jornal Público e que eu saiba nunca foi desmentida...

Porém passado tanto tempo vem insurgir-se contra mim de uma forma inaudita e exagerada.

Por outro lado , não se preocupe com a minha opinião e escrita eu não sou ninguém . O seu caso é vereador , foi director de um Museu and so on...E provavelmente está preocupado com alguma coisa , pois deve concorrer a qualquer coisa nestas eleições autárquicas ou tem algo em vista.

O que escrevi mantenho pois a partir de um caso falo no geral... Não o conheço , nem sei quem é , nem pretendo prejudica-lo ou ocupar qualquer lugar.

Extratos do que disse e reitero:
(...)De uma vez por todas quando um novo governo toma posse , todos os lugares públicos da hierarquia deveriam colocar o seu lugar à disposição mostrando desapego ao poder e facilitando a vida a quem chega. É perfeitamente natural colocar-se nos lugares pessoas de confiança e com quem nos relacionamos, é humano e importante para haver uma boa relação de trabalho e pessoal(...)


Eu sou um simples cidadão que pensa , se me permite...

JOAQUIM JORGE
E eu respondi:


Este seu último comentário até teve o condão de me fazer sorrir, por me comprovar, se dúvidas houvesse, do quanto pode ser casuístico e irracional o discurso de alguém, quando pretende discorrer sobre o que, ou quem, manifestamente, não conhece. Passe bem, que não o incomodarei mais nos seus pensamentos.
Agostinho Ribeiro


Dando aqui por encerrada, da minha parte, esta desavença intelectual e conceptual.
Agostinho Ribeiro

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Adenda ao "Breve ensaio..."


Se o facto de se não ter ainda aberto concursos públicos para as direcções intermédias das entidades museológicas tuteladas pelas direcções regionais de cultura, (que eu critiquei duramente no meu artigo anterior, exemplificando com o meu próprio caso profissional), se deveu a uma orientação estratégica de transparência e rigor em que se privilegiou primeiro a resolução legal dos concursos para as direcções superiores, para só depois se resolverem os processos concursais das direcções intermédias, então eu devo reconhecer aqui que não tive razão na minha indignação manifestada na parte I do meu último artigo, "Breve ensaio sobre a desonestidade política e intelectual".
Isto porque não posso deixar de concordar com o princípio que agora percebo ter sido definido e implementado, e que subscrevo inteiramente, como não pode deixar de ser subscrito por qualquer pessoa de bem, lamentando apenas que o mesmo não tenha sido suficientemente publicitado e divulgado, para todos percebermos o que se estava a passar.
A falta de informação útil sobre estas matérias é, pois, a única razão que agora se me impõe protestar, em defesa de um erro de análise por mim produzido, precisamente por não se ter dado ao conhecimento público que esta estratégia procedimental estava a ser devidamente implementada.

Como é meu timbre, quando me apercebo que não fui justo na apreciação que faço, assumo o erro e peço que mo relevem apenas porque foi, neste caso concreto, proferido com base na ausência de informação devida e adequada sobre as razões que têm levado a tanto atraso nestes procedimentos concursais.
Obrigado

Agostinho Ribeiro

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Breve ensaio sobre a desonestidade política e intelectual *.


I

Passados que foram 10 meses sobre a minha substituição na direção do Museu de Lamego, substituição essa que se mantém atualmente apenas porque em Portugal o compadrio político é aceite como “coisa” normal e natural, em vez de ser repudiada e rejeitada por todos, como ato pestilento que de facto é, ainda que ao coberto da lei propositadamente assim elaborada para o permitir;
E passados que também foram 7 meses sobre o tempo em que o imprescindível concurso público para a direção do Museu de Lamego já deveria ter ocorrido, e que ainda não ocorreu apenas porque em Portugal as situações de “favor” parecem sempre prevalecer sobre a preocupação pelo integral cumprimento da lei, na parte imparcial e exigente em que a mesma se encontra formatada;
E ainda passados que foram já 4 meses do tempo em que a mesma lei ainda vai admitindo a imoralidade das prorrogações de prazos por razões extraordinárias que se não vislumbram, nem em lado algum são enunciadas, e que portanto não deveriam constituir entrave para que os princípios fundamentais ínsitos na Constituição da República Portuguesa se afirmem, se respeitem e se cumpram na sua plenitude;
Ou seja, passado este tempo todo em que estamos sujeitos ao exercício de um poder legalmente precário e moralmente indigno, começamos agora a estar em condições de tecer algumas considerações políticas sobre a natureza e o caráter dos serviços e pessoas responsáveis pela gestão da mais importante e emblemática instituição de arte e cultura de Lamego, e de toda a região duriense, pelo protagonismo missionário, ou falta dele, que se pode perceber no exercício de tais funções.
II
Desde 4 de agosto de 2012 até ao presente dia algumas alterações se verificaram na vida desta instituição, sendo que a maioria das que se verificaram foram pequenas em tudo, sobretudo porque nos demonstram a diminuta dimensão dos objetivos globais que se pretendem atingir; a ausência de uma estratégia adequada e dimensionada para a grandeza da entidade cultural que se serve; e finalmente pela mesquinhez dos atos técnicos produzidos com nenhuma outra intenção que não seja a de omitir o passado recente da instituição, em atropelo descarado aos valores da moral, da ética e da seriedade públicas.
Em suma, uma completa e total desonestidade política e intelectual, que deveria obrigar à demissão de quem a concebe e executa, e à vergonha de quem a apoia e suporta, direta ou indiretamente, por ação ou omissão.
Assistimos, portanto, no Museu de Lamego, à consumação de uma postura fortemente criticável, quando analisada de todos os pontos de vista possíveis (técnico, científico, gestionário, político e deontológico), com o conforto indecoroso do apoio que a Direção Regional de Cultura do Norte lhe concede, ao admitirem ambas (mesmo depois das oportunas reclamações formais por mim apresentadas), que os textos sobre o Museu de Lamego constantes nos sites tanto da Direção Regional de Cultura do Norte como do próprio Museu de Lamego, estejam redigidos de forma a omitir propositadamente o verdadeiro autor intelectual dos primeiros e a escamotear propositadamente as duas últimas décadas de vida do Museu de Lamego, no que ao segundo diz respeito.
Quanto ao primeiro caso, já eu tinha alertado para esta grosseira ausência de honestidade intelectual, por intermédio de um escrito meu, publicado neste mesmo blogue (Vale a pena tocar assim o rabecão…?, de 25 de setembro de 2012) e em resultado do qual, para além de uma pequena correção em abono da verdade histórica, nada mais aconteceu que pudesse colmatar a grave falha de natureza intelectual e científica de se não evidenciarem as fontes inspiradoras de tal texto, a saber, os textos públicos de investigação sobre história local, produzidos pelo saudoso Dr. Francisco J. Laranjo.
Já quanto ao texto que podemos encontrar no site do Museu de Lamego, onde a História desta instituição de cultura se transfigura desonestamente numa história (redutora e parcelar) das obras no edifício, da responsabilidade da antiga Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, para assim se omitir deliberadamente a verdadeira História do Museu de Lamego dos últimos 20 anos da sua existência, traduz de novo a mesquinhez e a desorientação de quem, estando ao serviço de uma entidade pública, não lhe é conferido qualquer direito arbitrário de censurar, por omissão consciente e assumida, seja que período for da sua história e da sua quase secular existência.
III
Já em matéria de substância programática, o que se vai adivinhando pela interpretação dos indícios materiais que se descortinam, apenas nos pode suscitar imensas preocupações, desde logo pela quase completa ausência de informação sólida sobre o que se pretende para os próximo anos desta instituição, apenas percetível pelo ocorrido até ao momento, através de iniciativas sem qualquer ligação estratégica à comunidade onde o Museu se insere, muitas delas sem qualquer ligação lógica à própria entidade museológica que as recebe. Tudo isto numa completa ausência de planeamento visível que não seja o do casuístico e banal aproveitamento de ofertas díspares e desgarradas, que vão fazendo a redutora programação do Museu de Lamego, salvaguardadas as sempre honrosas exceções que, como é evidente, também existem.
Isto para não aprofundarmos a total irresponsabilidade cometida num dos últimos eventos realizados no Museu de Lamego que, pela gravidade do ato, apenas deveria ter como consequência, em modesto entender, o afastamento imediato de quem aceitou e promoveu a sua realização. Refiro-me, concretamente, ao evento “Há noite no Museu”, que alguns cidadãos alcandoraram a uma “excelente” iniciativa, mas que não passa de um ato absolutamente negligente e irresponsável, para quem percebe um mínimo de regras de segurança a serem cumpridas em qualquer museu.
Ainda em matéria de natureza programática, começa a perceber-se que o investimento técnico e financeiro feito pelo Estado Português, nos últimos anos, ao promover a elaboração de um excelente projeto de ampliação e requalificação do Museu de Lamego, pronto para ser executado, será deitado ao lixo e substituído pelo arranjo pontual da porta principal, benefício certamente importante, mas que apenas pretende desviar a atenção dos lamecenses e visitantes do nosso Museu. Ao procederem assim, sem quaisquer explicações públicas, obliteram conscientemente a premente e imperiosa necessidade de se proceder à obra geral, que verdadeiramente importa (e onde o arranjo da porta principal também está incluído), a favor de uma inexpressiva e irrelevante parcela do muito que há a fazer neste Museu, no que à sua requalificação física interessa evidenciar.
Significa isto que, ao tentarem reduzir as necessárias intervenções de obra no Museu de Lamego a arranjos de uma porta, eventualmente à pintura de algumas fachadas e à execução de pequenos benefícios dispersos pelo edifício, os atuais responsáveis pelo Museu de Lamego mais não estão a fazer que a tentar desviar a atenção das pessoas, de forma que me parece muito desleal, em especial aos lamecenses, por pretenderem transmitir a falsa ideia de que estão a realizar o que é necessário quando, em boa verdade, nada mais estão a fazer do que a esconder o abandono de um projeto que é fundamental e imprescindível que se realize no nosso Museu. Mais que não fosse, até por uma questão de igualdade de tratamento e consideração, perante o que já foi realizado noutros Museus do Estado.
Esta incomensurável deslealdade política, produzida por quem deveria ser, sempre e em qualquer circunstância, leal aos princípios éticos e deontológicos dos cargos e funções que exercem, obriga agora a que se declare publicamente a manutenção ou abandono de tal desiderato museológico e museográfico, e o silêncio envergonhado  que sobre esta matéria tem sido patenteado até ao momento não deveria ser aceite pacificamente pelos cidadãos que são, em última análise, os contribuintes líquidos para a sustentabilidade remuneratória destes responsáveis, nos cargos que ocupam por decisão exclusivamente política. Pelo menos até ao momento!
IV
Que pena o Senhor Secretário de Estado da Cultura não ter oportunidade de ler este e outros escritos que, um pouco por todo o lado, vão sendo levados ao conhecimento público sobre os desmandos e a falta de sentido de serviço público que alguns dos que ele nomeia e sustenta em lugares de chefia vão dando mostras de produzir;
Que pena o Senhor Secretário de Estado da Cultura não ter tido ainda a oportunidade de se debruçar, ouvindo as várias e diferentes sensibilidades dos profissionais e dirigentes do sector do património e dos museus, sobre o inqualificável rumo que o sector da cultura portuguesa, no que a alguns museus diz respeito, está a tomar;
Que pena o Senhor Secretário de Estado da Cultura não poder dispor de um pouquinho do seu (certamente precioso) tempo, para tentar perceber o que se passa em alguns dos museus que tutela, e que já foram orgulhosos símbolos de um Portugal de cultura solidária e territorialmente equilibrada, justo para com as diversas comunidades que o constituem, mas que agora não passam de meros instrumentos ao serviço de um Portugal miserabilista e sectário, elitista, centrado em Lisboa e pouco mais, porque no restante é deixado ao sabor das arbitrariedades de quem pouco ou nada percebe e sente no que diga respeito ao real valor cultural, institucional e simbólico, das entidades que estão a gerir.
Que pena… Talvez então se percebesse melhor que quem tem o poder de alterar as coisas não se deve ficar pelo simples lamento retórico sobre a situação existente, quando a reconhecemos deficitária, mas sim tudo fazer para que ela se altere efetivamente para melhor!
Agostinho Ribeiro
*((Este artigo é escrito por mim na qualidade de Vereador do Partido Socialista na Câmara Municipal de Lamego, e diz respeito a uma entidade pública instalada na cidade de Lamego, dirigida atualmente por responsáveis nomeados pelo poder político, ainda não sufragados por qualquer concurso público que lhes confira o mérito de o serem por competência estritamente profissional. A circunstância de ter sido afastado da direção do Museu de Lamego por razões também políticas (política ideológica e política cultural), que nada têm a ver com questões de competência ou mérito profissionais, reforça e aprofunda o sentido político deste texto)).

quinta-feira, 7 de março de 2013

O Museu de Lamego, (mal) visto pelo Guia Turístico do Douro.




Uma circunstância especial fez-me recordar a péssima sensação que tive ao ler o Guia Turístico do Douro, quando me apercebi da forma nada adequada com que o Museu de Lamego tinha sido tratado naquele roteiro. Devido aos meus diversos afazeres e responsabilidades, fui adiando uma tomada de posição pública sobre o assunto, e confesso que até já estava quase esquecido... quase...
Mas essa circunstância deu-me agora o ímpeto que então me faltou, e como nunca gostei de deixar de dizer o que penso e sinto, enviei esta missiva aos responsáveis pela elaboração deste Roteiro.





Exmos Senhores


Tenho andado a adiar sistematicamente uma imperiosa necessidade que sinto de apresentar a Vossas Excelências os protestos da minha maior indignação pela forma absolutamente redutora e omissa com que trataram o Museu de Lamego no Roteiro do Douro, de Vossa responsabilidade.


Não colocar no texto “Museologia” uma única referência ao Museu que detém o património artístico mais valioso e representativo da região duriense, o único Museu Estatal da Região do Douro, com um acervo de excelência que o coloca ao nível dos restantes museus portugueses mais valiosos para a construção da  identidade cultural portuguesa, é atitude que eu jamais esperaria de quem tem a obrigação estrita de saber o que está a escrever, quando aborda a temática dos museus e da museologia no território duriense.

Perante tamanha omissão, não fazendo valer com o destaque necessário algumas das colecções que são referência nacional e internacional, sem expor a datação de algumas das obras mais significativas do seu espólio, como é o caso das tapeçarias flamengas do século XVI, por acaso “apenas” a maior e melhor colecção de panos de armar renascentista, existente em colecções nacionais; ou não referir que as primeiras obras identificadas de Grão Vasco, o maior pintor do pré-renascimento português se encontram, precisamente, no Museu de Lamego, é coisa que não lembra a ninguém, pelo menos a quem tenha um mínimo de conhecimento sobre o património artístico duriense.

Museu quase centenário, o ÚNICO na região que alberga colecções que estão classificados como Tesouros Nacionais, ainda por cima em maior número que a esmagadora maioria dos museus do Estado Português; objecto de interesse e investigação permanentes, tanto por nacionais como por estrangeiros, sobretudo europeus; sem dúvida o ÚNICO Museu clássico de arte antiga sediado no território duriense; inquestionavelmente um dos museus de arte mais significativos de Portugal... e não merece sequer uma referência no texto do vosso Roteiro, estando apenas contemplado com um texto ilustrativo de uma fotografia da fachada, absolutamente redutor e secundário, se relacionado com a importância que o mesmo possui no panorama museológico local, regional, nacional e internacional.

Para que conste, deixo lavrado este meu profundo desagrado, pela forma nada competente nem profissional com que elaboraram este Roteiro, no que à museologia e ao Museu de Lamego diz respeito.

Com os meus cumprimentos

Agostinho Ribeiro