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domingo, 4 de novembro de 2012

A graçola de uma mente corrupta.




Pessoa amiga trouxe ao meu conhecimento, indignada, uma pretensa graçola congeminada contra mim, e escrita num jornal local. Sem assinatura, claro, como seria de esperar...

Se a pretensa graçola não passa disso mesmo, ou seja, de uma insignificância de quem não consegue ter mais nada de substancial para me atacar a não ser escrever uma baboseira sem sentido, apenas para tentar denegrir a minha pessoa, já o seu significado mais profundo deve ser dissecado com um pouco mais de detalhe, porque nos ajuda a perceber com alguma precisão, o tipo de mente que está por trás do “escrito”.

Senão vejamos: quem escreve a graçola pretende confundir as pessoas dando a entender que Agostinho Ribeiro se poderia, hipoteticamente, queixar de “perseguição” ???, pelo facto do "camarada" do mesmo partido e/ou ideologia política, Eng. Braga da Cruz, Presidente da Fundação de Serralves, o não ter chamado para dirigir artisticamente a Fundação a que preside, em vez de contratar a senhora que contratou... A mente sabuja que congeminou uma hipotética situação destas merecia uma espécie de óscar da porcaria, pela evidente falta de higiene mental que a caracteriza.

Vá-se lá saber porque razão alguém se queixaria de “perseguição” por causa de uma coisa que nunca esteve no seu horizonte, nem nunca fez parte dos seus planos de vida, nem isso se enquadra no âmbito das suas competências e saberes técnicos e profissionais, mas isso não interessa nada, porque o que ali está escrito tem mais a ver com a vontade mal disfarçada de dizer alguma baboseira contra a minha pessoa, por mais idiota que seja, do que outra coisa qualquer.

Já no que respeita ao hipotético facto em si, o de um "camarada" não ter ido buscar outro "camarada", seja lá qual for o tipo de “camaradagem” a que o autor se refere, representa uma situação que, como se vê facilmente, traduz uma atitude de quem está habituado ao favorecimento e ao compadrio, atitude essa que só pode ser congeminada por quem tem mente de corrupto, e não outra mais que isso.
O Eng. Braga da Cruz não “foi buscar” nenhum amigo nem nenhum camarada pela simples razão de ser uma pessoa de bem, honrada e honesta, ao contrário da mente insana que produziu a “graçola”, e que certamente estará habituado a viver à custa dos outros, dos favores de algum compadre ou comadre, porque só uma mente assim moralmente degradada sabe produzir tão bem uma graçola de tão mau gosto como esta...

Por isso mesmo, por serem pessoas de bem, os administradores da Fundação de Serralves decidiram abrir um concurso público internacional, tendo concorrido quem se achava em condições de o poder fazer, por entenderem que tinham competências na área da gestão cultural relacionada com a arte contemporânea. Arte contemporânea que, em termos de gestão e como se sabe, à excepção dos burros e dos idiotas que disso não percebem nada, é um pouco diferente da gestão de entidades ligadas à arte antiga...

Portanto, esta suposta graçola que me dá alguma visibilidade, traduz uma mentalidade de um autor que não passa de um banal corrupto, certamente habituado a viver à custa dos favores dos outros, colocado seja onde for por compadrio ou “amiguismo”, mas não por competências técnicas e profissionais que lhe confiram mérito adequado para a sua actividade, a não ser, claro está, que seja um daqueles parasitas que ocupam um cargo de nomeação política, apostado em “gozar” com a pessoa de Agostinho Ribeiro, para ajudar um pouco mais à tentativa de destruição da sua imagem... Tentativa, apenas, e não mais que isso.

Agradeço-lhe o facto de se preocupar comigo, porque isso significa que o estou a incomodar, e quando eu consigo incomodar mentes que são, intrinsecamente, corruptas, isso é para mim muito bom sinal, porque me dá uma clara percepção do acertado caminho que estou a trilhar!

Agostinho Ribeiro

quinta-feira, 12 de outubro de 2006

Corrupção...



Do latim corruptione, que quer dizer podridão, decomposição, putrefacção. Em sentido figurativo, significa devassidão, adulteração, suborno, prevaricação.

Parece que vamos ter, em Portugal, uma verdadeira guerra contra a corrupção, para ver se assim evitamos cair ainda mais no mais baixo dos níveis em que uma sociedade pode cair – o da corrupção generalizada, onde o Estado Democrático e de Direito cede lugar à mais ímpia das sociedades, pelos efeitos perversos que cria junto de todos os seus membros.
A corrupção é ilegal, mas se as ilegalidades não forem inspeccionadas e sancionadas, de nada valerão as leis que pomposamente a impedem.
A corrupção é imoral, mas se a sociedade encolher os ombros, não denunciando estas imoralidades, ela transforma-se num verdadeiro tumor impossível de extirpar.
A corrupção é injusta, porque ao privilegiar ilicitamente uns poucos, está-nos a prejudicar a todos, sem excepção.
Os corruptos, sejam eles passivos ou activos, existem em todos os sectores da sociedade e não podemos generalizar este reles atributo a nenhuma profissão ou sector da actividade humana em especial, fazendo crer que a mesma é pródiga nesta matéria. E custa-me, particularmente, assistir à verbalização fácil, a propósito da classe política, com frases do género “são todos uns ladrões”, “são todos iguais”, “são todos corruptos”.
Porque, na verdade, não são. Porque acredito que a maioria o não é, sem ter qualquer dúvida de que muitos o serão.
Esta opinião generalizada apenas se pode contrariar com algumas atitudes bem claras e definidas:
- Em primeiro lugar dando luta sem tréguas à corrupção, por via das nossas estruturas policiais e judiciais, para que se não assista ao desmotivador encolher de ombros, como se nada se estivesse a passar, quando todos vêem, e muitos denunciam indícios e práticas concretas de corrupção;
- Em segundo lugar, não deixando impune quaisquer actos de corrupção, por via da utilização de meios dilatórios que a nossa Justiça infelizmente vai admitindo, impedindo assim a justa pena a quem prevarica.
- Em terceiro lugar fazendo de todas as pessoas cidadãos intervenientes e activos na denúncia dos actos de corrupção, mesmo que apenas na forma tentada, para envergonhar os potenciais corruptores ou corrompidos e, assim, os marcar com o estigma da desonra pública.

Não se trata de ser delator. Trata-se de ser cidadão no exercício pleno desse direito inalienável de cidadania, porque um corrupto não pode merecer qualquer tipo de condescendência ou comiseração, já que destrói os alicerces de uma sociedade onde os direitos e os deveres de todos não podem nem devem ser substituidos pelos privilégios impróprios de alguns.

Em boa hora o Senhor Presidente da República e o Senhor Primeiro Ministro de Portugal decidiram abrir uma guerra sem tréguas contra a corrupção.
E quando estes dois altos Magistrados da Nação se unem na procura de soluções para resolver este tão grave problema nacional, eu apenas me curvo perante a grandiosidade do objectivo, aplaudo a oportunidade do tratamento da questão e subscrevo a premente necessidade de lhe fazer frente.
Esta nobre atitude faz-me acreditar que em Portugal ainda há razões para não perdermos a fé num futuro melhor.

Agostinho Ribeiro